domingo, 11 de janeiro de 2009

Boa aquisição

Estava passeando por uma galeria na Vila Mariana e encontrei uma lojinha de CDs, dessas antigas, que tem até vinil na prateleira e encontrei um CD maravilhoso da Lisa Stansfield. O CD leva o mesmo nome da artista e é uma edição remasterizada de um álbum que ela lançou em 1997.

Esta edição, de 2003, contém 17 músicas, três a mais do que aquele lançado em 1997 e a maioria é bem dançante. Entre as melhores, na minha modesta opinião, estão: "Never, Never Gonna Give You Up", "The Real Thing", "The Line". Mas, pensando bem, o CD inteiro é muito bom e faz tempo que não compro um assim, com todas as faixas tocáveis e dançantes.

Fiquei ainda mais feliz, pois achei também uma coletânea do Marvin Gaye muito, muito boa mesmo. E, além disso, o dono da loja fez um precinho super camarada já que não tinha a máquina prá passar o cartão. É bem isso: nada como uma boa caminhada prá encontrarmos boas pechinchas e raridades. Esse CD da Lisa eu não tinha visto em nenhuma outra loja do grande circuito. No próximo post você pode assistir um vídeo dela. Enjoy yourself.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Fôlego total para 2009

Em dezembro, não escrevi uma linha neste blog.... Vários foram os motivos: correria de final de ano; pesquisa de preços para a compra das lembracinhas - afinal os comentaristas econômicos falam sobre a crise todos os dias e acabei acreditando que vamos sofrer, sim, com a irresponsabilidade dos americanos que criaram uma bolha imobiliária que acabou estourando; o inevitável amigo secreto da "firma" e, finalmente, o aniversário - que me fez pensar em várias coisas mas, ao invés de trazer palavrinhas para colocar no papel, trouxe pensamentos, pensamentos, pensamentos.
E, para escrever, não bastam apenas os pensamentos. É preciso juntar uma palavrinha com outra, com outra, com outra, assim c0mo fazemos quando costuramos uma colcha de retalhos. Não basta apenas um pedaço de pano, mas sim vários pedaços de pano, de várias peças de roupas e, quando vemos, a colcha está pronta.
Mas, em dezembro, os pedaços de pano não estavam se juntando. Eles estavam soltos e não viravam colcha... Não viravam textos. Então, o ano acabou sem um "adeus" neste blog. Talvez a dificuldade maior seria acreditar que mais 366 dias haviam passado - já que 2008 foi ano bissexto, e mais uma folhinha estava sendo trocada.
O aniversário, junto com a virada de ano, realmente me fez pensar sobre a passagem do tempo. A inexorável passagem do tempo. Implacável para todos. Não é apenas o tempo que passa que me faz pensar, mas todos os acontecimentos que vivi, as pessoas que conheci, os conhecimentos que adquiri, as verdades em que acreditei. Ou melhor, tudo isso no presente: os acontecimentos que vivo, as pessoas que conheço, os conhecimentos que adquiro e as verdades em que acredito.
Mas, a vida não é feita apenas de pensamentos, mas também de ação. Principalmente de ação. Então, resolvi sentar em frente ao computador e tentar escrever alguma coisa. A escrita, como tudo na vida, depende da ação, do trabalho, de transpiração. Como aprendi na faculdade: um texto bom depende 90% de transpiração e 10% de inspiração.
Que 2009 seja um ano de muita transpiração, mas também de inspiração. Tenho fé em Deus que serei afortunada e terei mais de 10% de inspiração. É isso aí: fôlego total para 2009. Para todos nós.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

As Loucuras do Amor


"Vicky Cristina Barcelona", com roteiro e direção de Woody Allen, traz para as telonas Scarlett Johansson, a nova queridinha do diretor, como Cristina; Rebecca Hall, como Vicky; o bonitão espanhol Javier Bardem, e a também linda e espanhola Penelope Cruz. Vicky e Cristina são amigas e viajam para Barcelona por motivos distintos. Vicky para terminar sua tese de mestrado sobre a identidade catalã, e Cristina em busca de inspiração e aberta a amores imprevisíveis. Lá conhecem o artista plástico e galanteador Juan (Bardem) pelo qual as duas vão se envolver. Porém, ele ainda está ligado à sua ex-mulher, Penélope Cruz.

Nâo vou me alongar falando sobre toda a genialidade de Woody Allen, nem tampouco sobre Barcelona, cidade onde a história acontece e que acaba por ser uma personagem do filme. Na verdade, o que mais achei interessante no filme é a maneira como a questão do amor é apresentada para o telespectador. Enquanto uns conseguem viver aquele tipo de amor, digamos assim, mais "normal', em que o casal pensa na decoração da casa, na quantidade de filhos que terão e no jogo de golf do domingo; outros, estão sempre em busca de um amor-paixão que quase nunca dá certo, pois o risco de que nenhum dos dois sobreviva é grande. Afinal, um dos dois vai tentar matar o outro, não importa qual seja o meio, revólver, faca ou sei lá o quê.

Cada personagem é muito distinto do outro e, por isso mesmo, a possibilidade de identificação do telespectador com um ou outro é grande. Penélope Cruz aparece como a ex-mulher muito inteligente, dona de uma personalidade super forte e atraente, mas muito doida. É ela no filme que aponta esse grande impasse na vida da maioria das pessoas: somente o que é sublimado pode dar certo, pois não foi vivido. Nâo é bem isso o que ela fala, mas é isso o que quer dizer.

Cristina (Scarlett Jhoansson) é aquela que procura eternamente pelo amor, ou a paixão, e está aberta para todas as experiências possíveis. Ela não sabe bem o que quer da vida, nem do amor. Sua amiga Vicky, por outro lado, é pé no chão e sabe bem o que quer da vida e está prestes a se casar, mas também acaba se envolvendo com o espanhol sedutor (e lindo!!!!).

O filme é, na verdade, um pequeno tratado sobre o amor-paixão e, apesar das risadas que damos das piadas super ao estilo de Woody Allen, fica aquela impressão de que "puxa, mas será que não dá prá viver uma paixão, viver sentimentos fortes e ser feliz?".

Ao meu ver, Woody Allen não conseguiu mostrar Barcelona em sua grandeza pois apresenta apenas os pontos turísticos, e parece que a câmera não consegue captar toda a beleza da arquitetura da cidade. Mas, com certeza é um filme muito bom, cheio de questões que fazem pensar e, acima de tudo, tem as tiradas de Woody, que são ótimas (para quem gosta do estilo). Ah... ia me esquecendo. Durante o filme aconteceu uma coisa bem engraçada. Ao meu lado estavam sentadas duas senhoras com seus 70 anos. Na primeira cena em que Javier Bardem aparece as duas exclamam: "Que lindo!". Mais engraçado ainda foi um grupo de "rapazes" suspirando nessa mesma cena.... Hilário!